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Espiritualidade Marista transformando vidas

A humildade de sentir próximo, saber ouvir, ter empatia, são valores carregados pela vida
25/09/2018
RECONHECIMENTO
A humildade de sentir próximo, saber ouvir, ter empatia, são valores carregados pela vida

​Escrito Marlene Terezinha Adornes Rodrigues, ex Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Anos Iniciais, período 1998 a 2011.​

Comecei minha relação com o Marista como mãe, meus filhos foram maristas. Meu filho construiu toda a vida escolar dentro do Marista Sant'Ana e depois na PUC. Minha filha estudou o Ensino Médio e fez a faculdade também na PUC. Fui uma mãe muito participativa no colégio, fazia questão de estar presente nas atividades escolares, sem nem imaginar que um dia faria parte também do quadro de funcionários da rede marista.

Comecei a trabalhar no Marista Sant'Ana em 1998 como auxiliar na biblioteca, um tempo depois assumi o cargo de Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e Anos Iniciais onde trabalhei até 2011. Me encantava com a rotina que vivia aqui, havia trabalhado 25 anos no estado, e na coordenadoria de educação, mas aqui, no colégio o ambiente, o envolvimento, era totalmente diferente de tudo que havia vivido no meu tempo como educadora.

A oportunidade de poder realizar eventos com a presença muito efetiva dos pais me entusiasmava a pensar estratégias para motivar as famílias a estarem sempre presentes na rotina do colégio. Criei a Feira das Mães Maristas, evento que perpetua até hoje, a intenção era prestigiar as mães com habilidades mais especificas e que elas pudessem interagir com as outras mães, estimulando a sua participação.

​​Fazer parte da formação marista me auxiliou na espiritualidade, consegui chegar mais no outro, me aproximar, pude sentir que é através do exemplo que a gente pode educar. Champagnat deixou muito claro esse valor Marista, a espiritualidade, essa história tem um grande significado para a minha vida e uma grande mudança na minha educação.


A humildade de sentir próximo, saber ouvir, ter empatia, são valores que se eu não tivesse estado aqui no dia a dia não teria me aproximado tanto e teria percebido o quanto é importante para transformar a vida de crianças e jovens.

Através do exemplo e do que Champagnat nos ensina na rotina da função que exercia eu priorizava que as famílias participassem bastante da rotina do colégio. Essas trocas são fundamentais para o desempenho do aluno e o bom resultado do trabalho. Há uma dificuldade de ouvir no exercício da coordenação, tem muitos momentos que sabemos o que vamos dizer, mas temos que saber ouvir a outra parte, ouvir a família, temos que trabalhar a valorização da família, fazer com que ela sinta o lado espiritual que cultivamos como marista.

Há sete anos sai daqui como colaboradora, mas o vínculo jamais irá se desfazer, pois, há aqui uma relação de amizade que construímos, com o trabalho, com o carinho, com o amor que colocamos em cada atividade. São sementes que deixamos por tentarmos fazer o melhor com a missão de Champagnat, por entendermos o que ele desejou há mais de duzentos anos e por trabalharmos com pessoas que transformam ações em obras de amor.